
“É o que chamam de destino
E eu não vou lutar com isso
Que seja assim enquanto é!”
Luiz Maurício Pragana dos Santos – Minha Vida
Giambattista Vico, filósofo do Séc. XVII dizia que todo tipo de mudança evolutiva descrevia um movimento de espiral dinâmica, com pontos altos e baixos, cíclica, mas sempre avançando e nunca retornando ao ponto de origem. Segundo essa teoria toda mudança para melhor não deve descrever um círculo completo, pois não seria considerada evolução, e sim apenas uma “volta” desnecessária que apenas serviria para retornar ao ponto de origem, em outras palavras, perda de tempo.
Mudamos, todos nós, e eu também passei por um período de mudanças, algumas profundas e outras mais superficiais. Mas todas elas me levaram, de um jeito ou de outro, ao ponto em que me encontro agora. E, olhando para os lados e para dentro, percebo que a mudança não foi proveitosa do modo que imaginava. Houve uma pequena evolução em alguns pequenos pontos, mas um retrocesso no geral. Sendo assim, a ação mais “lógica” é a de regressar ao ponto de origem e (tentar) reverter as mudanças falhas. Lógico que há pontos em que e impossível retornar, mudanças profundas... mas felizmente esses pontos (ao que me parece) foram os em que houve evolução.
Deixar de ser “Flamboyant” para voltar a ser “Apenas Mais Uma de Amor”...
Racional? Covarde? Fraco? Confuso? Retrógrado?
Não me importo.
“Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber...”
Lulu Santos – Apenas Mais Uma de Amor
Mesma foto e mesmo texto do flog... mas é essa a minha realidade de hoje...